Quatro grandes hospitais em Lisboa, Portugal, preparam-se para oferecer mais refeições de base vegetal nas suas cafetarias ao abrigo do programa Refeições Sustentáveis da ProVeg Portugal, que tem sido descrito como “pioneiro”.
A iniciativa resultará de um acordo entre a ProVeg Portugal e a ITAU, uma das principais empresas de restauração coletiva. Esta colaboração permitirá também a formação de equipas de cozinha e ajudará a sensibilizar gestores de cafetarias, pessoal clínico, médicos e utentes para os impactos ambientais e na saúde das escolhas alimentares. Adicionalmente, serão desenvolvidas receitas personalizadas por especialistas em nutrição como parte do acordo.
O programa Refeições Sustentáveis da ProVeg Portugal foi implementado pela primeira vez em 2022 e, até agora, já serviu mais de 58.000 refeições de base vegetal em mais de 90 escolas em Portugal este ano. Após este sucesso, o programa expande-se agora para o setor hospitalar.
“Uma alavanca poderosa para a ação climática”
Um programa semelhante está em curso em Nova Iorque; as refeições de base vegetal tornaram-se a opção padrão nos 11 hospitais públicos da cidade em 2022. A iniciativa revelou-se um enorme sucesso, com uma aceitação superior a 95% por parte dos pacientes e mais de 90% de satisfação. Além disso, estima-se que estas refeições tenham reduzido as emissões do sistema hospitalar em 36%, baixando simultaneamente os custos em 0,59$ por refeição.
As instituições públicas do Reino Unido foram instadas a adotar um programa semelhante num relatório político publicado no início deste ano. Segundo o documento, uma mudança para refeições focadas em vegetais poderia melhorar a saúde e a sustentabilidade, poupando ao NHS (Serviço Nacional de Saúde britânico) cerca de 54,9 milhões de libras por ano.
“Ao introduzirmos refeições de base vegetal em hospitais e outras instituições, estamos a mostrar como a alimentação e a contratação pública podem ser uma alavanca poderosa para a ação climática, promovendo ao mesmo tempo estilos de vida mais saudáveis”, afirmou Joana Oliveira, Diretora da ProVeg Portugal.
Artigo traduzido de VegEconomist aqui.
